quarta-feira, 18 de junho de 2014

A impunidade dos Crimes Ambientais

Infelizmente a realidade do nosso país é essa, mesmo tendo leis ambientais e federais que protegem e exigem fiscalização e punição as pessoas que ferem o meio ambiente, sendo áreas protegidas ou não.. A impunidade chega a ser um caos quando é comparada ao tamanho de áreas desmatadas e que estão cada vez maiores com a falta de fiscalização.. Eles alegam que a extensão é muito maior do que imaginamos, mais todos sabemos que há recursos suficientes para que haja uma fiscalização digna e que cumpra as leis da Constituição Federal.. Infelizmente há uma grande falha no sistema.. Como evitar a impunidade ? O que fazer para que os culpados pela destruição das florestas paguem pelo que fizeram ? Eis uma questão que nem a própria justiça tem uma resposta. De acordo com pesquisas os processos duram em torno de 5,5 anos e o tempo para delitos ambientais vão de um a dois anos.. Caso os réus sejam punidos, já terão cumprido a pena durante o aguardo pelo julgamento..



Crime ambiental premia 86% com a impunidade


Desmatar,   extrair  madeira  ilegalmente  e  qualquer   crime  ambiental   dentro de áreas de  conservação na Amazônia dificilmente resulta em alguma punição. De 86% dos delitos,  a maioria cometidos em território paraense,  tornaram-se alvos de ações do Ministério Público Federal (MPF), mas não sofreram nenhum  tipo de castigo judicial. O procurador da República Ubiratan Cazetta diz que a raiz do problema está na falta de estrutura de órgãos de fiscalização, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Polícia Federal.
Um acúmulo de demoras, desde a investigação dos órgãos competentes até o julgamento dos processos, tem deixado livre os criminosos. Mas não apenas isso. Cazetta assinala que também há dificuldade para identificar os reais culpados e até mesmo o local onde estão ocorrendo as infrações. ‘Infelizmente, todos os órgãos fiscalizadores são pequenos em relação ao tamanho do Estado e a quantidade de crimes cometidos dentro do território. A própria prática de grandes operações demonstra que não há um trabalho contínuo para prevenir esses crimes’, observa Cazetta.
Um dos problemas  se  refere ao  início das  investigações.  Quando o  Ibama não consegue  coletar  dados de  forma satisfatória para o inquérito, é preciso acionar a Polícia Federal. Mas a falta de estrutura da PF também configura um obstáculo para  finalizar o procedimento investigativo e encaminhá-lo à Justiça.   ‘Atualmente,  apenas quatro delegados estão trabalhando no combate a crimes ambientais. É pouco para o tamanho do Pará’, aponta Cazetta. Embora encare também como um grande problema,  o procurador afirma que a demora no Judiciário acaba sendo uma barreira até menor diante das questões que antecedem a chegada do caso à mãos de um juiz.
DEMORA
“Quando entra na  fase  judicial,  a demora é decorrente de achar  as pessoas para as devidas citações,  dos prazos regulares e dos recursos previstos em lei. A parte mais complexa, no entanto, é conseguir identificar o crime ambiental dentro das áreas de conservação federal,  sempre de difícil acesso,  para  fazer a denúncia  formal à Justiça,  destaca Ubiratan Cazetta. Ele diz ainda que hoje é mais fácil para o MPF identificar onde estão ocorrendo delitos, inclusive com a parceria do Instituto do Homem e do Meio ambiente da Amazônia (Imazon), através de imagens de sátelites.
Mas o combate muitas vezes emperra nesta primeira etapa.  “Com as  imagens de satélite,  conseguimos a  indicação exata de determinada área de desmatamento. Mas, muitas vezes, a informação que deveria ser um avanço, acaba se tornando um aviso de algo que se está deixando de fazer, porque não temos como checar os crimes ambientais sem estrutura e apoio dos órgãos de fiscalização, como o Ibama e a Polícia Federal.
Processos têm a duração média de 5,5 anos
As estatísticas sobre a falta de punição aos devastadores estão na pesquisa “A impunidade de crimes ambientais em áreas protegidas  federais na Amazônia,  de autoria dos pesquisadores Paulo Barreto,  Elis Araújo e Brenda Brito. Barreto diz que o trabalho é apenas uma amostra dos crimes contra o meio ambiente nas áreas ambientais e alerta que a situação é muito mais grave. Ele ressalta que a duração média das etapas dos processos faz com que os casos se arrastem até 5,5 anos, em média, entre a investigação até a sentença. De acordo com o estudo, 66% dos processos analisados ainda estavam ainda em tramitação; 16% haviam prescrito e 4% tinham sido absolvidos por falta de provas.
O grupo de estudiosos se debruçou sobre as 51 ações judiciais encontradas no MPF, referente a agressões ambientais em áreas de conservação federal. Dos 14% dos casos achados com algum tipo de punição,  4% apontam acordos  já cumpridos pelos acusados para evitar o processo ou para suspendê-lo. Nos outros 10%, os infratores ainda estavam cumprindo as penas.  Barreto destaca que a demora provoca um outro  fênomeno  jurídico benéfico a quem ataca as áreas protegidas por lei.
As penas mínimas para delitos ambientais vão de um a dois anos.  Caso cheguem a  julgamento,  se os réus  forem punidos de  forma branda  terão pagado as penas enquanto aguardam a sentença. Paulo Barreto demonstra ainda as consequências   da  falta  de  punição.   Já  são  22,5  mil   quilômetros   quadrados   de  desmatamento   em  unidades   de conservação entre 2000 e 2008, principalmente nas áreas próximas a estradas. Para se ter noção da gravidade desses atos, o Imazon destaca que 42% de todo o território da Amazônia brasileira são constituídos de áreas protegidas.
A pesquisa demonstra ainda que a grande maioria dos crimes cometidos levam ou a rubrica de “causar danos a unidade ou “desmatamento ilegal. Em relação ao desmatamento, o pesquisador aponta como problema mais grave a ser enfrentado. Ele diz que os infratores cometem o ilícito e começam a se fixar na área, tornando ainda mais difícil a regularização e a retirada os invasores de dentro das unidades “A fixação é perigosa. Chega um dado momento em que se vai aplicar  a  lei,  e os  infratores começam a buscar  apoio político e outros  formas de permanecer  nas áreas, assinala Barreto.
Estudo sugere prevenção como prioridade
O estudo sobre impunidade recomenda que, para reduzir o problema, continuem a ser implementadas medidas já em andamento pelos órgãos fiscalizadores para priorizar a prevenção, uma vez que o Judiciário não  tem dado conta de  responsabilizar  os causadores de danos ambientais.   “É necessário sinalizar  e demarcar as áreas protegidas para esclarecer seus limites físicos e as proibições de uso, além de investir na sua vigilância por meio de rondas sistemáticas em pontos e épocas críticas, aconselha um dos trechos do estudo.
O Imazon também aponta que o próprio Ministério Público Federal pode contribuir para o aperfeiçoamento do sistema de registro e acompanhamento processual. Com isso, poderão ser discriminados os referentes a crimes ambientais e agilizadas as propostas de ações em áreas prioritárias para a conservação ou mais regiões onde a ameaça seja mais patente.  Também poderão ser direcionadas propostas para acordos que visem a reparação ou proteção ambiental, uma vez que a maior parte das penas aplicadas estão desvinculadas da reparação do dano ambiental. O estudo mostra que somente 28,5% obrigam ao infrator alguma forma de compensar as áreas onde o dano foi causado.
Outro ponto para vencer a impunidade, conforme o estudo, é a uniformização da jurisprudência quanto à competência da Justiça Federal para julgar crimes ambientais em imóveis privados em áreas protegidas federais. Há ainda conflito de  competências,  mas 74% dos acórdãos encontrados  no Tribunal  Regional Federal  da  1ª  Região e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) aceitam a competência da Justiça Federal para  julgar crimes.  Porém, “é urgente padronizar essa interpretação majoritária para evitar atrasos desnecessários, orientam os pesquisadores do Imazon.


Imazon - Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia
http://www.imazon.org.br/imprensa/imazon-na-midia/crime-ambiental-premia-86-com-a-impunidade


quarta-feira, 11 de junho de 2014

Construção Sustentável

Já que iremos atuar na área de construção, nada melhor do que se informar sobre o elo entre  sustentabilidade e construção civil, portanto segue um artigo, encontrado na internet, de como devemos construir de maneira sustentável.

O que é uma construção sustentável?

Na prática, construir de maneira sustentável significa:
  • reduzir o impacto negativo das obras (barulho, poeira e tarefas repetitivas);
  • integrar fontes de energia renováveis ainda no estágio de desenvolvimento do projeto,
  • usar materiais recicláveis na construção para preservar recursos naturais,
  • melhorar a performance térmica dos edifícios para reduzir os custos com ar-condicionado e calefação e as emissões de CO2,
  • projetar o tempo de vida das estruturas,
  • reciclar materiais e estruturas após a demolição,
  • conceber projetos habitacionais de baixo custo para melhorar as condições de vida da população de baixa renda.

Link: http://www.lafarge.com.br/wps/portal/br/6_3_5-Sustainable_Construction

terça-feira, 10 de junho de 2014

Viga cai e mata uma pessoa na obra do monotrilho da Linha 17-Ouro do Metrô, em São Paulo

Obra é executada pelo Consórcio Monotrilho Integração, formado pelas empresas Andrade Gutierrez e CR Almeida.


No final da tarde desta segunda-feira (9), uma viga caiu nas obras do monotrilho da Linha 17-Ouro do Metrô, na Avenida Washington Luís, Zona Sul de São Paulo, deixando uma pessoa morta e outras duas feridas.
Segundo informações preliminares, a vítima que faleceu trabalhava na obra do sistema. Quatro equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas.
A construção é executada pelo Consórcio Monotrilho Integração, formado pelas empresas Andrade Gutierrez e CR Almeida. Ao todo serão mais de 17 km de extensão distribuídos em 18 estações e integrando-se com a Estação Jabaquara da Linha 1-Azul, futura Estação Água Espraiada da Linha 5-Lilás, Estação Morumbi da Linha 9-Esmeralda da CPTM e a futura Estação São Paulo/Morumbi da Linha 4-Amarela, passando por importantes bairros como Jabaquara, Campo Belo, Aeroporto, Brooklin, Paraisópolis e Morumbi.
A obra é dividida em três trechos. O primeiro terá 7,7 km e será composto pelas estações Jardim Aeroporto, Congonhas, Brooklin, Vereador José Diniz, Água Espraiada, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Morumbi. O trecho dois se estenderá até a estação São Paulo-Morumbi, da Linha 4-Amarela. Já o terceiro trecho interligará os trechos um e dois, do Brooklin até a estação Jabaquara, da Linha 1-Azul.


Postado por  Kelly Amorim, do Portal PINIweb.


sexta-feira, 30 de maio de 2014

É tempo de Reciclar !!

ReciclagemVamos falar um pouco sobre a reciclagem?
Reciclar é reaproveitar materiais orgânicos e inorgânicos para que sejam utilizados novamente. Mas o que é material orgânico e inorgânico? Qualquer coisa que tenha origem animal é considerado material orgânico. E tudo que não tem origem biológica é considerado material inorgânico.

Os alimentos, por exemplo, são considerados materiais orgânicos.
O lixo da nossa cozinha, por exemplo, pode ser transformado em adubo. Os adubos são fertilizantes utilizados na terra para enriquecer os solos das plantações e o óleo de cozinha usado podem ser transformados em biodiesel... podem ser reciclados para serem reaproveitados. 

Outros materiais como: garrafas de vidro e plásticas, latas de refrigerante, borracha, entre outros, também podem ser reciclados. Nestes casos, é muito comum que se reutilize o próprio material, ou seja, latas de refrigerante são processadas e transformadas em novas latas, assim como as garrafas de vidro também são preparadas de forma a serem reutilizadas.

Para colaborar no processo de reciclagem o lixo é separado em 4 latas diferentes: papel, metal, vidro e plástico. Cada lata é representada por uma cor diferente:

Papel - Azul
Metal - Amarelo
Vidro - Verde
Plástico - Vermelho



Essa coleta de lixo é chamada de Coleta Seletiva.

Agora que já sabemos um pouco sobre reciclagem, vamos começar a reciclar e reutilizar! Não dá pra imaginar quanto lixo podemos reutilizar... Dessa forma podemos poupar energia e matéria prima e ainda ajudamos a diminuir a poluição no nosso planeta!

Atualmente, o lixo é problema mundial. Todos os dias é acumulada toneladas de lixo que são levados para aterros sanitários, mas o problema é que o planeta já não está suportando esta quantidade excessiva de lixo e além disso muitos materiais levam muito tempo para se decompor no meio ambiente. Veja abaixo quanto tempo demora para alguns materiais entrar decomposição:

Papel: de 2 a 4 semanas
Palitos de fósforos: 6 meses
Papel plastificado: de 1 a 5 anos
Chicletes: 5 anos
Latas: 10 anos
Couro: 30 anos
Embalagens de plástico: de 30 a 40 anos
Latas de alumínio: de 80 a 100 anos
Tecidos: de 100 a 400 anos
Vidros: 4.000 anos
Pneus: indefinido
Garrafas PET: indefinido

Outro ponto importante é o quanto de energia e matéria prima podemos poupar!
Quantas árvores não deixamos de cortar se reciclarmos papéis, jornais e revistas?

Tudo isto é importante para preservar a natureza e garantir um futuro melhor para o nosso planeta e para a humanidade!
Este é o espírito da reciclagem: transformar, processar o lixo, para ser utilizados novamente.

Não vamos perder tempo, é tempo de reciclar!




Postado por: Verônica Nunes.

Creditos de carbono


O que são Créditos de Carbono?

Para falar de crédito de carbono primeiro é preciso entender qual a necessidade da criação desses créditos, ligado ao ponto do porque da “contagem” de gás carbônico presente na atmosfera.

Primeiramente vamos entender quando surgiu essa preocupação com a emissão de carbono na atmosfera. No ano de 1992 na cidade do Rio de Janeiro, ocorreu a ECO-92 e nela foi criada a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (UNFCCC, em inglês). Em  uma das reuniões da UNFCCC, em Kioto, no Japão foi decido que os maiores países do mundo deveriam ter um postura mais severa sobre a emissão de gás carbônico na atmosfera, pois estes agravam o efeito estufa, que era o assunto “da vez. Dessa forma ficou  estabelecido o Protocolo de Kioto, em que cada país reduziria ou limitaria a quantidade de gás emitido e isto teria um valor econômico.

Sabendo das dificuldades que os países iam enfrentar para alcançar essas metas de diminuição de quantidade de emissões os negociadores do Protocolo incluíram três mecanismos de mercado: Comercio de emissões, os países  que tiverem limite de emissões sobrando podem vender para outras nações que estão emitindo além do limite, Implementação conjunta, os países podem unir as suas cotas de emissões e assim um compensa a emissão do outro e Mecanismo de desenvolvimento limpo, projetos de redução de emissões em países em desenvolvimento, que não possuem metas de redução de emissões.

Dessa forma, credito de carbono são certificados emitidos para uma pessoa ou empresa que reduziu a sua emissão , isto é, um forma documental de comprovar a quantidade de emissões de gases. Por convenção, uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) corresponde a um crédito de carbono. Este crédito pode ser negociado no mercado internacional, como explicado acima através do comercio de emissões.

A redução da emissão de outros gases, igualmente geradores do efeito estufa, também pode ser convertida em créditos de carbono, utilizando-se o conceito de Carbono Equivalente. Na lista a seguir é possível vê as equivalências:

  • CO2 - Dióxido de Carbono = 1
  • CH4 - Metano = 21
  • N2O - Óxido nitroso = 310
  • HFCs - Hidrofluorcarbonetos = 140 ~ 11700
  • PFCs - Perfluorcarbonetos = 6500 ~ 9200
  • SF6 - Hexafluoreto de enxofre = 23900

quinta-feira, 22 de maio de 2014

educaçao ambiental uma viagem pela historia


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Educação Ambiental Uma viagem pela história
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Adicionado em 24/07/2013
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quarta-feira, 14 de maio de 2014

Industrialização combina com sustentabilidade

Olá, galera achei essa entrevista com Engenheiro civil, educador e pesquisador Paulo Roberto do Lago Helene.  Atualmente é presidente da ALCONPAT (Asociación Latino Americana de Contro lde Calidad, Patología y Recuperación de la Construcción) e diretor da PhD Engenharia.  Achei muito legal !!  Vejam ai!!      

   http://www.cimentoitambe.com.br/industrializacao-combina-com-sustentabilidade/