Na
estação mais movimentada para o turismo e mundialmente conhecida por sua beleza
natural, Salvador lamenta a exclusão de doze praias do roteiro dos banhistas
devido a poluição das águas. Buraquinho, na RMS, também sofre com a sujeira da
água, perdendo frequentadores a cada ano. Embora seja um panorama temporário,
as causas da contaminação são recorrentes na capital baiana e na RMS e incluem
poluição das ruas, ação das chuvas, existência de esgotamento clandestino e o
descarte irregular do lixo na praia.
Conforme
o Inema – Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos o monitoramento das
praias é feito continuadamente, mas apenas o resultado das últimas cinco
semanas é considerado, de acordo com a norma internacional. Ainda de acordo com
a Assessoria de Imprensa do órgão, a praia é considerada própria para banho
quando pelo menos 80% das amostras têm menos de mil coliformes fecais por 100
ml de água. Em relação à falta de sinalização, o Inema informou que as placas
fincadas nas praias foram apedrejadas e arrancadas, algumas degradadas pelo
tempo.
O órgão
alerta os banhistas sobre os perigos de contaminação do mar no período em que o
tempo estiver chuvoso, devido a presença de detritos diversos, carregados das
ruas através das galerias pluviais, o que pode causar doenças. Além disso, é
desaconselhável ainda em dias de sol, o banho próximo à saída de esgotos,
desembocadura dos rios urbanos, córregos e canais de drenagem.
Já os
esgotos dos imóveis de Salvador estão conectados ao sistema de esgotamento
sanitário da Embasa (SES) e depois de passarem por coleta, transporte e
condicionamento prévio, são enviados para o emissário do Rio Vermelho ou da
Boca do Rio e lançados ao mar em profundidades e distâncias seguras, sem causar
nenhum dano ao Meio Ambiente ou a banhistas. O sistema conta com mais de 450
mil ligações de esgoto.
No
Ranking Nacional do Saneamento divulgado em setembro deste ano pelo Instituto
Trata Brasil, organização da sociedade civil de interesse público (Oscip)
voltada para a universalização do serviço de coleta e tratamento de esgoto,
Salvador ocupa a 11ª posição em tratamento de esgotos entre os cem maiores
municípios brasileiros, alcançando um índice de 81%.
Para
ampliar este índice, a Embasa informa que continua trabalhando, executando uma
média de 2.500 ligações por mês. A empresa conta, também, com sistemas de
captação em tempo seco, que possibilita, em períodos não chuvosos, que os
esgotos lançados por moradores em rios e córregos da cidade sejam tratados e
tenham destinação adequada.
Após a divulgação
da última análise feita pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos
(Inema), que classificou 12 praias impróprias para banho em Salvador e Região
Metropolitana, a equipe de reportagem da Tribunal da bahia foi à Orla
investigar quais as principais causas do problema.Pituba,Amaralina, Armação, Periperi,
Bogari, Pedra Furada, Roma, Canta Galo, Buraquinho,Corsário,
Patamares, Buraquinho e Boca do rio.
Não precisa ser nenhum
especialista em poluição para saber que as poluições das praias se dão por
conta de esgotamento clandestino, coletas irregulares de lixo e sedimentos onde
são jogadas diretamente no mar, essa situação piora em épocas de festas onde as
pessoas poluem mais ainda as praias. Ongs, atletas, chegam a retira toneladas
de lixo em praias de salvador em épocas de festas, e mesmo com as praias poluídas
pessoas ainda arriscam a se banhar nessas aguas. Nota-se que nem os baianos nem
os visitantes se preocupam em conserva a as praias limpas apenas desfrutam delas
mas não há conservam, a solução requer uma atuação conjunta da população e de
municípios, estado e algums órgãos competentes para reverter essa situação,e
nós mesmos soteropolitanos devemos cobrar correr atrás para reverter essa
situação.
Autor:Ariel Gonçalves dos santos
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